
Na capital paulista o relógio marca 18 horas. Chuva torrencial piorando aquilo que já é caótico. Trânsito.
Escutando o CD comprado recentemente, tento fingir que está tudo normal, mesmo que o limpador de para-brisa não dê conta do volume de água que cai lá fora e eu tenha assim, certo pânico de dirigir na chuva.
Na minha frente, um ser inteligente e responsável brinca de ziguezague com o carro, passa as rodas pela imensa massa de água que se forma nas guias fazendo sua chuvinha particular. Tão engraçado e seguro isso. Sem iluminação nenhuma, acelera, freia, vai de um lado a outro, levanta água e claro, não dá passagem. Será que tem mesmo um condutor habilitado naquele Celta?
Mais adiante a “perua escolar” também muito responsável e cheia de crianças resolve ultrapassar pela direita. Por pouco não fico sem retrovisor. O detalhe curioso é que o sinal estava fechado. Teve de esperar assim como eu e os outros.
Já estava quase chegando a casa quando uma senhora cheia de sacolas e um enorme guarda-chuva resolve atravessar a rua por entre os carros. Detalhe também curioso é que desta vez o sinal estava aberto. Para os carros obviamente.
Ainda tive tempo de ver uma moto caída na guia sendo levada pela enxurrada. Pobre do dono quando for procurá-la. Já vai ter ido sozinha pro céu das motocicletas.
Já na porta de casa a água que descia era tanta que estava quase impossível sair do carro e abrir o portão. Pensei muito. E achei melhor deixar o veículo na calçada e entrar correndo. Molha menos e já chega de emoção por hoje.
Incrível como a volta pra casa pode ser uma aventura.
Em dia de chuva então, emoção garantida!
Aqui e
aqui tem outras aventuras automobilísticas. Clica aí vai...tão facinho....